Conexão Escobar Torrent Dublado

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Sinopse: Flórida, 1985. Robert Mazur (Bryan Cranston) é um oficial da alfândega que recebe a missão de trabalhar infiltrado, com o objetivo de eliminar um cartel de drogas cuja origem está em Pablo Escobar, chefe do tráfico em Medellín. Para tanto ele recebe a ajuda de Emir Abreu (John Leguizamo), seu colega de trabalho, e se apresenta como alguém capaz de lavar o dinheiro gerado pelas drogas nos Estados Unidos. Usando o pseudônimo Robert Musella, ele aos poucos ascende na hierarquia do tráfico, contando ainda com a ajuda da agente Kathy Ertz (Diane Kruger), que se faz passar por sua noiva.

Título: Conexão Escobar
Gênero: Biografia | Crime | Drama
Direção: Brad Furman
Faixa Etária: 14 Anos
Tempo de Duração: 2 H 18 Min.
Ano de Lançamento: 2016
Qualidade: HDTV
Formato: MKV
Áudio: Português
Legenda: S/L
Qualidade de Audio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Tamanho: 1.51 GB (720p) | 2.62 GB (1080p)

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Outros Filmes do Diretor Brad Furman:
Aposta Máxima (2013)
O Poder e a Lei (2011)

Trailer:

Crítica:
Dirigido por Brad Furman, e roteirizado por Ellen Brown Furman. Baseado em fatos reais do livro “The Infiltrator” por Robert Mazur. Elenco com: Bryan Cranston, Diane Kruger, Benjamin Bratt, John Leguizamo, Amy Ryan, Said Taghmaoui, Juliet Aubrey.
O filme começa maravilhosamente bem: encontramos, em 1980, o personagem de Robert Mazur (Cranston) negociando com um traficante, flertando com a garçonete, em um jogo de bowling. Na saída, ele é pego pela polícia federal logo em seguida, apenas para descobrirmos que ele trabalha disfarçado como agente e que estava, na realidade, atrás do homem com quem negociava. E sem qualquer narração explicativa observamos, através dos seus olhos, a sua vida: um homem com sua esposa (Juliet Aubrey) e seus filhos. Ele é dedicado e honesto. É mais um dia dentro da sua rotina de tentar erradicar com o tráfico de drogas crescente na região da Flórida.
Na sequencia, ele é convocado para derrubar a lavagem de dinheiro do maior cartel de drogas até então do controle de Pablo Escobar. Beirando entre o desejo de continuar atuando para fazer o bem e seu afastamento por aposentadoria, ele decide entrar em disfarce novamente. Dessa forma, ele toma a identidade de um mafioso. Graças às conexões de seu colega Emir Abreu (John Leguizamo), cujo auxílio aceita com hesitação, Mazur torna-se amigo de Roberto (Benjamin Bratt), pessoa de confiança de Escobar.
Aí ele encontra enormes dificuldades para tentar agir como se pertencesse aquele lugar, caindo em situações constrangedoras. Para se livrar de um possível adultério, Mazur explica que tem uma noiva, o que leva a polícia federal recrutar uma agente para ser sua noiva de fachada, Kathy, interpretada por Diane Kruger.
Entretanto, o roteiro não conseguiu se desenvolver para entregar um resultado que atendesse às expectativas. Ora, ao analisar bem, a premissa do filme é o fato de que estamos lidando com o maior cartel do mundo, comandado por pessoas de grande poder e influência, sendo Escobar inclusive ser referido como “Padrinho” em referência ao Poderoso Chefão. Ainda assim, Mazur consegue se infiltrar e levar uma vida dupla com uma facilidade imensa sem gerar quaisquer suspeitas acerca da sua real identidade.
Neste contexto, mesmo que a direção tentasse criar vários momentos de tensão, por vezes marcados pelos excessivos close-ups e alguns planos tremidos, eles são, ou desnecessários, ou muito mal elaborados, como, por exemplo, a inquietação de Mazur representada pelo tique do relógio quando vê os diretores de um Banco panamenho acompanhados de policiais. Ou então as “perseguições” que nunca são direcionadas em específico contra Mazur. Ainda, há elementos do filme que ficam dispersos e sem explicação nenhuma, como os “rituais”de passagem, e a presença de alguns símbolos religiosos. O único momento em que realmente foi marcante é a cena em que, em meio a uma comemoração de aniversário de casamento com sua real esposa em um restaurante, Mazur teve que humilhar e fisicamente violentar um garçom, sem motivos, justamente para não levantar questionamentos de um dos capangas que acabara de encontrar.
Ao longo da história, nós vemos também que a família de Roberto e a falsa família de Mazur estabelecem um vínculo de amizade e de confiança cega que nunca foi aprofundada como deveria. Então, de uma forma completamente abrupta para nós espectadores, Mazur e Kathy são consumidos por uma compaixão, em relação à essa família, de modo que esse sentimento não só pareceu pouco crível, mas também não agregou nada.
Quem realmente tem o mérito por dar algum tipo de brilho a um roteiro cheio de furos, e principalmente, o que faz jus à nota que ora atribuo, é a atuação dos atores, sem dúvidas. Cranston se destaca muito, conseguindo alternar emoções e incorporar diferentes estilos de vida de uma maneira louvável. O filme é dele. Mas até o material que lhe foi dado prejudica esse desenvolvimento. Mesmo que haja um retrato muito bem executado de como sua vida fictícia interferiu e refletiu na sua vida real, sua insegurança é transmitida mais como alguém que carrega uma tristeza, alguém que está quase arrependido pela escolha que teve de não se aposentar e não efetivamente alguém que se encontra em constante perigo, temendo pela sua integridade física e a de sua família.
Diane Kruger, por sua vez, foi uma surpresa muito boa: ela interpreta uma mulher que está em sua primeira missão, sem qualquer experiência, vestida a princípio como uma típica “nerd” dos anos 80, sendo sua função inicial como o “objeto decorativo” para dar suporte à história inventada inicialmente por Mazur. Como resultado, ela desabrocha e demonstra que é forte, ágil e inteligente, possuindo também grande importância para o desfecho. Os demais fazem um trabalho competentíssimo e trazem igual qualidade. A tia Vicky (Olympia Dukakis), infelizmente, ficou solta na narrativa. A personagem aparece inconvenientemente em cenas sem motivo nenhum, e sequer tem um desfecho próprio.
Os ambientes, contudo, são muito bem representados nos anos 1980, cujo mérito neste quesito se dá pela fotografia e direção de arte. E apesar de vermos alguns clichês, como o figurino brega da máfia, há algumas cenas muito bonitas que marcaram uma época: a moda, as luzes neon, os equipamentos de filmagem, fotografia, áudio, etc. A utilização para algumas cores expressivas, com intuito de atribuir um visual mais representativo e artístico de algumas cenas, como o vermelho da luxuria e da violência, ou as cores frias de Nova York, e também tons de amarelo, foi técnica que não casou muito bem, eis que as cores são sucessivamente esquecidas e depois retomadas entre as cenas, sem uma função narrativa específica, ficando, consequentemente, desarmônico.
Por fim, todos os conflitos emocionais não deixaram seqüelas psicológicas que o mundo das drogas, da ilegalidade, da intensa periculosidade podem provocar, tal como foi explorado, por exemplo, em Sicario. É tudo muito fácil e simples. Nem o clímax pode ser chamado de clímax. Assim, apesar de todos os esforços, o filme não logra êxito em alcançar o impacto emocional que pretendia, em razão de uma direção e um roteiro que atira por todos os lados, mas que não conseguiu acertar um alvo para se manter coerente e coeso.

Curiosidades:

  • O filme é baseado no livro de memórias O Infiltrado, do agente federal Robert Mazur.
  • O diretor Brad Furman e o ator Bryan Cranston trabalharam anteriormente em O Poder e a Lei (2011).
  • As filmagens foram realizadas na Flórida e em Londres e Paris.
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